Feroz...

“É curioso não saber dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo de dizer
porque no momento em que tento falar
não só não exprimo o que sinto
como o que sinto
se transforma
lentamente no que eu digo"
(Clarisse Lispector)


Tenho inferno e céu dentro em mim
Um diabo que me atenta
Maldade que me enfrenta
Possuido, quem me agüenta?
No meu céu vivo a bondade
Um anjo de carinhos, abraços, amizade
Luz, amor e caridade
Envolvido, o que me afugenta?
J.C.Carvalho
*PS.: Palavras são como os boêmios, gostam de sair a noite...

5 Falas das existências...:

iara disse...

Sei que apenas você saberás dizer quem o és sem qualquer véu, mas imagino-te um amado Filho de Deus que me trás muita e muita paz, alegria e realização como ser humano.
São muitas as vezes em que vejo em ti a imagem e semelhança de Deus.
Não se preocupe com os infernos que existem dentro de nós, eles existem como meio de fazermos entender, claramente, que o bem e o mal andam juntos para que possamos exercitar o dom da escolha.
Lembra que Celininha nos ensinou?
Podemos tudo, podemos escolher sempre, mas temos também que sofrer as consequências de nossas escolhas.
Estás em minhas orações, para que sofras, apenas as consequências das escolhas do Bem!
Abençoado dia!!!

Julio César Carvalho disse...

Oi Iara!! Não sabia que tinha em vc este conceito, obrigado pelo carinho e consideração!!
Bem e mau caminham de mãos dadas, assim como amor e ódio; são necessários e importantes. Trazem equilibrio e desenvolvimento.
Com relação a escolhas, somos mesmo responsáveis, porém, ao fazê-las ganhamos de brinde as consequências. Norma geral da vida.
Sobrevivemos!!
Bençãos sobre vc sempre!!

Talita Prates disse...

Adorei o PS!

De fato, somos infernos e céus.

E Clarice... Clarice é bruxa.

Bjo, grande!

Gustavo disse...

O que te afugenta?
prefiro não comentar... kkk
Bacana demais meu amigo!
Gustavo

Aline Cruz disse...

Este poema é o meu favorito, tenho ele como a descrição do "Quem sou eu" do orkut, porque acho que todos nós por mais que saibamos quem somos, temos sempre mais a descobrir e a construir, e muitas vezes estas descobertas dependem de outras pessoas.

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