Final do jogo...

Imagem: Joana Orêncio

Tomaste posse
Lançaste sorte
Ganhou agora leva

O que é meu é seu
Ou poderia ser
Basta querer

De minha parte eu sei
Não sei da sua
Parte!
J.C.Carvalho

"É bom as vezes se perder
sem tem porque sem ter razão..."
Marcelo Camelo

Um ano de blog!

Foto: Allison Pavani

Entre presenças e ausências (as minhas claro),

quero agradecer imensamente

aqueles que passaram por aqui,

deixaram expressos os seus pensamentos,

registraram sua visita.

Gravaram aqui um pouco do retrato de sua existência,

expressaram o seu modo de “ser-no-mundo”.

Sempre grato!

Prometo ser mais presente!!

J.C. Carvalho

Doce paladar...


Descansa tu que dormes
Nem sabes que também estou com a luz apagada
Porém, de coração aceso

Caminhar a ti é andar no escuro
Sem rumo, me perco nos muros
Adentrei seu labirinto

Eu invasor ou invadido?
Arrastado sei que fui
Submerso, mergulhado, iludido

Pra esquecer não basta querer
O que se perde vai, o desejo permanece
E o coração padece

Tua falta, ausência, lacuna, carência
De tudo não me sobra coisa pouca
O melhor a recordar desse mundo:
O sabor de sua boca
J.C.Carvalho

Das lembranças que eu trago na vida
você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim, sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Do Rei / Isolda

Arquitetura imperfeita...


Eu colho pedras...
Vou te construindo dentro em mim
A cada pedrada tu te firmas
Eu me firmo
Me afirmo!

Te construir em pedra bruta
Bruta, com todas as lutas
Aceito as tacadas
Sua forma inacabada
Se edifica abalada

Solo bom te ofereço
Terreno que não tem preço
Aluguel ou mesmo imposto
Te recebo com gosto
Que fazer se preferes o poço?
J.C.Carvalho

"Pedras no caminho? Guardo todas,
um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

Levantar vôo...


Dia desses me deparei com uma cena interessante:
Caminhando pelo parque vi uma criança acompanhada de seu pai,
preparando o vôo de uma pipa.
O pai segurava a linha e o menino segurava o papagaio,
tomando distância para que o pai pudesse lançar o vôo da mesma.
O protetor indicava-lhe a direção do vento e dizia:
“Vai mais pra trás! Ergue a pipa, solta!” O garoto assim o fez.
Ao ver a pipa no céu o guri se maravilhava do feito,
radiante de felicidade falava:
“Nossa ela sobe muito alto, como ela vai longe!”
Tal fato fez me recordar a infância,
da mesma forma também soltei pipa com meu pai.
Engraçado é hoje pensar nas delicadezas da vida
e reparar nas metáforas que nos constroem.
Se meu pai não tivesse segurado a linha,
me indicado a direção do vento
e por tantos outros feitos me trouxesse a garantia de tempo bom,
talvez hoje eu não voasse tão seguro por onde o vento me leva...
J.C.Carvalho


Quem não sabe dar
valor pra essas coisas
ter um lar é um tesouro...
(Ziza Fernandes)

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